Programa A Guerra Contra o Câncer do Hospital Dr. Hélio Angotti. Transmissão TV Câmara Uberaba


11/11/2017 - a 17/12 Eventos da Rede de Proteo Social














Tudo sobre o Câncer Tipos de Câncer
Algumas Perguntas e Respostas Sobre o Cncer

Publicado em 23/10/2013

O que cncer?
Cncer um grupo de doenas que se caracterizam pela perda do controle da diviso celular e pela capacidade de invadir outras estruturas orgnicas.

O que causa o cncer?
O cncer pode ser causado por fatores externos (substncias qumicas, irradiao e vrus) e internos (hormnios, condies imunolgicas e mutaes genticas). Os fatores causais podem agir em conjunto ou em seqncia para iniciar ou promover o processo de carcinognese. Em geral, dez ou mais anos se passam entre exposies ou mutaes e a deteco do cncer.

O cncer hereditrio?
Em geral o cncer no hereditrio. Existem apenas alguns raros casos que so herdados, tal como o retinoblastoma, um tipo de cncer de olho que ocorre em crianas. No entanto, existem alguns fatores genticos que tornam determinadas pessoas mais sensveis ao dos carcingenos ambientais, o que explica por que algumas delas desenvolvem cncer e outras no, quando expostas a um mesmo carcingeno.

O cncer contagioso?
No. Mesmo os cnceres causados por vrus no so contagiosos como um resfriado, ou seja, no passam de uma pessoa para a outra por contgio. No entanto, alguns vrus oncognicos, isto , capazes de produzir cncer, podem ser transmitidos atravs do contato sexual, de transfuses de sangue ou de seringas contaminadas utilizadas para injetar drogas. Como exemplos de vrus carcinognicos, tem-se o vrus da hepatite B (cncer de fgado) e vrus HTLV - I / Human T-lymphotropic virus type I (leucemia e linfoma de clula T do adulto).

Qual a diferena entre cncer in situ e invasivo?
O carcinoma in situ (cncer no invasivo) o primeiro estgio em que o cncer no hemapotico pode ser classificado. Nesse estgio, as clulas cancerosas esto somente na camada da qual elas se desenvolveram e ainda no se espalharam para outras camadas do rgo de origem. A maioria dos cnceres in situ curvel, se for tratada antes que progrida para a fase de cncer invasivo. Nessa fase, o cncer invade outras camadas celulares do rgo e invade e ganha a capacidade de se disseminar para outras partes do corpo.

O cncer tem cura?
Atualmente, muitos tipos de cncer so curados, desde que tratados em estgios iniciais, demonstrando-se a importncia do diagnstico precoce. Mais da metade dos casos de cncer j tem cura.

Todo tumor cncer?
No. Nem todo tumor cncer. A palavra tumor corresponde ao aumento de volume observado numa parte qualquer do corpo. Quando o tumor se d por crescimento do nmero de clulas, ele chamado neoplasia - que pode ser benigna ou maligna. Ao contrrio do cncer, que neoplasia maligna, as neoplasias benignas tm seu crescimento de forma organizada, em geral lento, e apresenta limites bem ntidos. Elas tampouco invadem os tecidos vizinhos ou desenvolvem metstases. O lipoma e o mioma so exemplos de tumores benignos.

O cncer pode ser prevenido?
Os cnceres causados pelo tabagismo e pelo uso de bebida alcolica podem ser prevenidos em sua totalidade. A Sociedade Americana de Cancerologia estimou para 1998 cerca de 175.000 mortes por cncer causadas pelo uso do tabaco e um adicional de 19.000 mortes relacionadas ao uso excessivo de lcool, freqentemente em associao com o uso do tabaco. Muitos cnceres que esto relacionados dieta tambm podem ser prevenidos. Evidncias cientficas sugerem que aproximadamente um tero das mortes por cncer esto relacionadas a neoplasias malignas causadas por fatores dietticos. Alm disso, muitos cnceres de pele podem ser prevenidos pela proteo contra os raios solares. Exames especficos, conduzidos regularmente por profissionais da sade podem detetectar o cncer de mama, clon, reto, colo de tero, prstata, testculo, lngua, boca e pele em estdios iniciais, quando o tratamento mais facilmente bem sucedido. Auto-exames de mama e pele podem tambm resultar no diagnstico precoce de tumores nessas localizaes.

Quais so os progressos na preveno do cncer?
Os efeitos da preveno primria, como a reduo da prevalncia do tabagismo, j podem ser observados na populao masculina norte-americana, enquanto no Brasil os esforos so contnuos para se aumentar a adeso aos programas de controle do tabagismo. As novas estratgias que ajudam os fumantes a abandonar o cigarro, como o uso dos adesivos de reposio de nicotina e as terapias de apoio psicolgico, j vm apontando para resultados favorveis em diferentes estudos cientficos. No que diz respeito preveno, o exame de Papanicolaou e a mamografia, respectivamente, na deteco do cncer do colo do tero e de mama, diferentes estudos cientficos tm mostrado sua utilidade no diagnstico precoce desses cnceres, embora o impacto da mamografia, sobre a mortalidade por cncer de mama ainda seja objeto de investigaes.

Como o tratamento do cncer?
O tratamento do cncer pode ser feito pela cirurgia, radioterapia ou quimioterapia, utilizadas de forma isolada ou combinada, dependendo do tipo celular do rgo de origem e do grau de invaso do tumor.


Quem est sob risco de desenvolver cncer?
Qualquer pessoa. Como a ocorrncia do cncer aumenta com a idade, a maioria dos casos acontece entre adultos de meia idade ou mais velhos. O risco relativo mede a relao existente entre os fatores de risco e o cncer. Ele compara o risco de um cncer se desenvolver em pessoas com determinada exposio ou caracterstica ao risco observado naquelas pessoas sem essa exposio ou caracterstica. Por exemplo, os fumantes tm um risco relativo 10 vezes maior de desenvolver cncer de pulmo quando comparados aos no fumantes. A maioria dos riscos relativos no apresentam essa dimenso. Por exemplo, as mulheres com uma histria familiar em primeiro grau de cncer de mama (ocorrncia da doena em me, irm ou filha) tm cerca de duas vezes mais risco de desenvolver cncer de mama, quando comparadas s mulheres que no apresentam essa histria familiar.

Quais as fontes de dados de informao em cncer?
Os dados dos Registros de Cncer - Populacionais e Hospitalares - e os dados de Mortalidade constituem-se na base das informaes para estudar a magnitude do cncer no Brasil. Os Registros de Cncer se caracterizam como centros sistematizados de coleta, armazenamento e anlise da ocorrncia e das caractersticas de todos os casos novos de cncer, ocorridos em uma populao (Registros de Cncer de Base Populacional - RCBP) ou em um hospital (Registros Hospitalares de Cncer - RHC). Os RCBP produzem informaes sobre a incidncia do cncer em uma populao geograficamente definida. Os RHC levantam informaes sobre as caractersticas dos tumores e a avaliao da sobrevida e assistncia prestada ao paciente com neoplasia maligna atendidos nos hospitais. O principal papel dos Registros de Cncer fornecer subsdio aos profissionais da rea da sade para a avaliao da qualidade da assistncia prestada, para a pesquisa sobre o cncer e para o planejamento das aes de sade.

Existem hoje no Brasil 20 Registros de Cncer de Base Populacional (RCBP) com informaes consolidadas. Estes registros tm sido as fontes que nos permitem a avaliao de dados referentes a incidncia de cncer no pas. Com relao mortalidade, a fonte de dados o Sistema de Informaes sobre Mortalidade (SIM), do Ministrio da Sade. A maioria dos estudos brasileiros sobre a sade da populao baseia-se na anlise de dados sobre a mortalidade por uma determinada causa, porque a morte d origem a um documento legal, de preenchimento obrigatrio - o atestado de bito. Apesar de apresentar problemas de subnotificao, a qualidade dessa informao considerada boa para as neoplasias malignas, dada a necessidade de hospitalizao da maioria dos pacientes e o conhecimento dos bitos ocorridos nos hospitais. Os dados dos RCBP e do SIM constituem-se na base de clculo das estimativas de casos novos e de mortes por cncer no Brasil.

Quem tem direito ao tratamento pelo SUS?
A ateno sade no Brasil de acesso universal, isto , todo cidado tem direito a atendimento gratuito. Por isso, o Ministrio da Sade garante o atendimento integral a qualquer doente com cncer, por meio do Sistema nico de Sade, o SUS.
Atendimento integral significa proporcionar ao doente todos os cuidados de que necessita para a cura ou o controle da doena inclusive, as medidas de suporte para os tratamentos, cuidados paliativos, que visam a dar melhores condies de vida aos doentes que no puderem ser curados e reabilitao para a reintegrao social daqueles que ficam com seqelas da doena ou do tratamento. integralidade fundamental na oncologia tambm porque a grande maioria dos tipos de cncer s pode ser tratada, de modo resolutivo, com variadas modalidades de tratamento, sucessivas e complementares, que compem protocolos. Assim, por exemplo, para que a cirurgia planejada para determinado tipo de cncer tenha xito em curar, pode ser necessrio que seja precedida de tratamento com medicamentos quimioterpicos e sucedida com radioterapia e outros medicamentos anti-tumorais, isto tudo em perodos rigorosamente programados.
 
Como o SUS est organizado para atender a populao?
O SUS tem organizado o tratamento de cncer de modo a oferecer em um mesmo Estabelecimento de Sade, todas as modalidades de tratamento, como cirurgia, quimioterapia, radioterapia e, inclusive, cuidados paliativos e reabilitao.
Existem, no Brasil, mais de 300 Estabelecimentos de Sade prestando assistncia oncolgica de alta complexidade a doentes do SUS, espalhados por 26 Estados e em 128 diferentes municpios. A maioria deles Hospital Geral com reconhecida capacidade de prestar atendimento de alta complexidade e alguns so hospitais especializados em cncer.

Todos os hospitais que atendem pacientes pelo SUS so pblicos?
Os Estabelecimentos de Sade cadastradas no SUS podem ser de natureza pblica, isto , pertencer a um governo estadual, municipal ou federal ou ento ser de natureza privada, isto , pertencer a entidades privadas. Todos eles, porm, prestam atendimento pblico gratuito , custeado por recursos pblicos, oriundos de impostos e contribuies.

Qual o papel das Secretarias de sade no atendimento?
As Secretarias Estaduais e Municipais de Sade planejam, organizam, controlam e avaliam o Sistema nico de Sade em seu territrio, e por isso so chamados de gestores locais do SUS. Assim, quando um doente de cncer quer ser tratado no SUS recomenda-se que procure a Secretaria Municipal ou Estadual de Sade de onde reside para ser orientado sobre qual Estabelecimento de Sade poder oferecer o melhor atendimento possvel para seu caso.

Quais as normas para quem tem plano de sade?
O tratamento oferecido pelos planos de sade obedece a legislao prpria, da chamada Sade Suplementar, que de carter geral, sem contedo especfico para os  tratamentos de cncer.
Os planos constitudos aps a vigncia da Lei n 9.656/98 tm os procedimentos para tratamento de cncer relacionados em um Rol de Procedimentos publicado pela Agncia Nacional de Sade Suplementar - ANS. Para os planos constitudos antes de 2 de janeiro de 1999 e ainda vigentes, a cobertura a ser garantida a que consta das clusulas contratuais acordadas entre as partes.
Respostas s dvidas em relao cobertura de tratamento por planos de sade, podem ser obtidas consultando-se a Agncia Nacional de Sade Suplementar ANS   ou pelo Disque ANS: 0800 701 9656 .
De que modo o governo garante medicamentos para o tratamento do cncer gratuitamente?
At 1998, havia fornecimento em farmcias do SUS (em geral, de Secretarias Estaduais de Sade) de alguns medicamentos para tratamento de cncer, principalmente hormonioterpicos e imunobiolgicos antineoplsicos de uso contnuo, bastando que a pessoa apresentasse uma receita e um relatrio de algum mdico, de consultrio particular ou de hospital pblico ou privado.
Visando ao cumprimento dos Princpios e Diretrizes do Sistema nico de Sade - SUS, estabelecidos no Artigo 7 da Lei Federal 8080, de 19 de setembro de 1990, as normas vigentes do Ministrio da Sade estabelecem que todos os medicamentos para o tratamento do cncer (inclusive aqueles de uso oral) devem ser fornecidos pelo Estabelecimento de Sade (clnica ou hospital) pblico ou privado, cadastrado no SUS para atendimento deste tipo de doena e somente para os pacientes que estiverem recebendo o seu tratamento no prprio Estabelecimento.

Nesta questo, foram considerados os seguintes princpios:

1-Integralidade, entendida como conjunto articulado e contnuo das aes e servios preventivos e curativos, individuais e coletivos, exigidos para cada caso em todos os nveis de complexidade do sistema.

Atendimento integral significa proporcionar ao doente todos os cuidados de que necessita para a cura ou o controle da doena inclusive, cuidados paliativos, que visam a dar melhores condies de vida aos doentes que no puderem ser curados e reabilitao para a reintegrao social daqueles que ficam com seqelas da doena ou do tratamento.

A integralidade fundamental na oncologia tambm porque a grande maioria dos tipos de cncer s pode ser tratada, de modo resolutivo, com variadas modalidades de tratamento, sucessivas e complementares, que compem protocolos. Assim, por exemplo, para que a cirurgia planejada para determinado tipo de cncer tenha xito em curar, pode ser necessrio que seja precedida de tratamento com medicamentos quimioterpicos e sucedida com radioterapia e outros medicamentos anti-tumorais, isto tudo em perodos rigorosamente programados.

Portanto, em termos de uso racional do dinheiro pblico, no h sentido distribuir medicamentos de forma descontrolada, sem a garantia de que o doente ter acesso s outras modalidades de tratamento de que necessita, dentro de protocolos de eficcia reconhecida cientificamente.

2- Igualdade da assistncia sade, sem preconceitos ou privilgios de qualquer espcie. Isto significa que o SUS deve fornecer condies de assistncia idnticas a todos os cidados. Assim, as regras de acesso aos tratamentos (como por exemplo estar em tratamento em um hospital ligado ao SUS para obter medicamentos) devem valer para todos os doentes, mesmo para aqueles que se servem de operadoras de planos de sade para custear parte de seu tratamento.

Assim, os Estabelecimentos de Sade devero prestar toda a assistncia necessria ao doente, inclusive o fornecimento de medicamentos (mesmo aqueles de tomada oral, em casa). Posteriormente, o Ministrio da Sade far ao Estabelecimento, o ressarcimento financeiro pelos servios prestados.

Este ressarcimento ir incluir, alm do valor dos medicamentos quimioterpicos e hormonioterpicos, conforme necessrio, tambm os valores: da consulta mdica; dos medicamentos utilizados em concomitncia quimioterapia, como aqueles para nuseas e vmitos, para dor, para proteo do trato digestivo e outros usados em eventuais complicaes, das solues em geral (soros); dos materiais hospitalares, dos materiais de escritrio, do uso de equipamentos especiais, da limpeza e da manuteno da unidade.

A indicao de uso de um medicamento antineoplsico sempre de competncia do mdico assistente do doente, de acordo com protocolos de tratamento fundamentados em evidncias cientficas e adotados na instituio onde este mdico atua. O tratamento escolhido depender de fatores especficos de cada caso, tais como: a evoluo da doena, os tratamentos j realizados e as condies clnicas do doente.

Em resumo, so esses os passos necessrios para um paciente obter medicamento para cncer no SUS:

1- O paciente atendido por mdico em hospital ou clnica isolada de quimioterapia cadastrado no SUS para atendimento de pacientes com cncer.

2- O mdico avalia e prescreve o tratamento indicado, conforme as condutas adotadas nesse hospital ou clnica.

3- O paciente submetido ao tratamento indicado, inclusive recebe do hospital ou clnica os quimioterpicos que ir tomar em casa, por via oral.

4- O mdico preenche o laudo de solicitao de autorizao para cobrana do procedimento no SUS e o encaminha ao gestor local, que pode ser uma secretaria municipal ou estadual de sade.

5- O gestor autoriza a cobrana conforme as normas vigentes do Ministrio da Sade e fornece ao hospital ou clnica um nmero de APAC.

6- O hospital ou clnica cobra do SUS no final do ms o valor mensal do respectivo tratamento.

7- O SUS paga ao hospital ou clnica o valor tabelado relativo ao procedimento.

O que fazer quando o Plano de Sade no paga os medicamentos necessrios para o tratamento do cncer?
Muitas operadoras de planos de sade recusam-se a dar cobertura ao fornecimento de medicamentos para uso oral no domiclio, s cobrindo aqueles medicamentos que so efetivamente administrados na clnica ou hospital. A indstria farmacutica vem disponibilizando cada vez mais quimioterpicos e hormonioterpicos de administrao oral, de uso contnuo e prolongado, sendo que muitos so drogas inovadoras, de preo extremamente alto.

Assim, doentes que tm seus tratamentos de cncer custeados por operadoras de planos de sade, ao receberem uma prescrio de medicamento de tomada oral, de alto custo, vem-se impossibilitados de arcar com o tratamento e buscam obter estes medicamentos por financiamento pblico.

Nestes casos, para obter os medicamentos, estes doentes devem ser admitidos para tratamento integral em Estabelecimento de Sade do SUS. Sendo o Sistema nico de Sade pblico e de acesso universal, o atendimento aos doentes independe destes serem beneficirios de planos de sade ou no. Porm, existem normas no SUS que devem ser observadas, como a Integralidade e a Igualdade da assistncia sade (j explicadas acima). Isto significa que estes estabelecimentos, de modo nenhum, podem funcionar unicamente como unidades de entrega de medicamentos do SUS. Eles devem acolher os doentes e prestar a estes todos os cuidados dos quais venham necessitar.

Se desejar ser atendido em um Estabelecimento de Sade do SUS o doente deve procurar a Secretaria Municipal ou Estadual de Sade, do local onde reside para ser encaminhado. Se um medicamento prescrito para o tratamento do cncer ou suas conseqncias, por qualquer razo, no puder ser obtido, o mdico assistente sempre dever ser informado para que possa indicar outra modalidade teraputica, se possvel.

Quais os direitos de acesso prestao de cuidados paliativos para um paciente do SUS fora de possibilidades teraputicas?
Segundo a Organizao Mundial de Sade, Cuidados Paliativos so aqueles que consistem na "assistncia ativa e integral a pacientes cuja doena no responde mais ao tratamento curativo, sendo o principal objetivo a garantia da melhor qualidade de vida tanto para o paciente como para seus respectivos familiares. A medicina paliativa ir atuar no controle da dor e promover alvio nos demais sintomas que os pacientes possam desenvolver".
No SUS, os cuidados paliativos para doentes com cncer avanado podem ser prestados por hospitais gerais, servios de ateno domiciliar ou mesmo ncleos de Programa de Sade da Famlia, sempre apoiados por um hospital cadastrado no SUS para o tratamento de doentes de cncer. Estes hospitais devem possuir, obrigatoriamente, estrutura prpria ou servios de referncia para prestao de cuidados paliativos. A prescrio e o fornecimento de opiceos e os demais cuidados paliativos tambm so de responsabilidade do Estabelecimento de Sade onde os doentes de cncer estiverem em tratamento sendo este um Centro de Alta Complexidade em Oncologia CACON.

Existem transporte e estadia gratuitos para doentes obrigados a se tratar fora do domiclio?
O pagamento de deslocamento e estadia para tratamentos fora do domiclio (TFD), no mbito do SUS, est sob a responsabilidade dos gestores municipais e estaduais do Sistema nico de Sade, que so as respectivas secretarias de sade.
O Ministrio da Sade prov recursos, de forma programada e limitada a um determinado oramento, para que os gestores executem estes pagamentos.Vale ressaltar que o pagamento das despesas relativas ao deslocamento em TFD s ser permitido quando esgotados todos os meios de tratamento no prprio municpio.

Para solicitar este benefcio os doentes devem entrar em contato com a Secretaria Municipal de Sade de onde residem.

possvel que os doentes de cncer sejam convidados para participar de estudos clnicos ou de outros tipos de pesquisas cientficas. Como a regulamentao das pesquisas clnicas com pacientes no Brasil?
Existe uma resoluo do Conselho Nacional de Sade, Resoluo no196/96, que aprovou as diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisa envolvendo seres humanos. Toda pesquisa envolvendo seres humanos dever ser submetida apreciao de um Comit de tica em Pesquisa CEP. As Instituies nas quais se realizam pesquisas envolvendo seres humanos devero constituir um ou mais CEP, conforme suas necessidades. atribuio do CEP revisar todos os protocolos de pesquisa envolvendo seres humanos, inclusive os multicntricos, cabendo-lhe a responsabilidade primria pelas decises sobre a tica da pesquisa a ser desenvolvida na instituio, de modo a garantir e resguardar a integridade e os direitos dos voluntrios participantes nas referidas pesquisas.
Estas pesquisas podem ou no ser aprovadas. Quando aprovadas, os projetos de pesquisas devem ser encaminhados, com o devido parecer, para apreciao da Comisso Nacional de tica em Pesquisa -CONEP/MS. Esta Comisso uma instncia colegiada, de natureza consultiva, deliberativa, normativa, educativa, independente, vinculada ao Conselho Nacional de Sade.

Compete CONEP o exame dos aspectos ticos da pesquisa envolvendo seres humanos, bem como a adequao e atualizao das normas atinentes. A CONEP consultar a sociedade sempre que julgar necessrio. Todo e qualquer projeto de pesquisa envolvendo seres humanos dever obedecer s recomendaes desta Resoluo e dos documentos endossados em seu prembulo. A responsabilidade do pesquisador indelegvel, indeclinvel e compreende os aspectos ticos e legais.

Uma vez aprovado o projeto, o CEP passa a ser co-responsvel no que se refere aos aspectos ticos da pesquisa.

Como essas pesquisas so financiadas?
Vrias so as fontes de financiamento de projetos de pesquisa, governamentais ou no: Finep, Capes, Cnen, Fundao Banco do Brasil, CNPq, agncias estaduais ou municipais de fomento pesquisa, laboratrios da indstria farmacutica, etc. Cada agente financiador possui critrios prprios de deciso quanto aprovao de financiamento de projetos e o valor deste financiamento. Alm disso, muitos hospitais integrantes do SUS so beneficirios do FIDEPS , que tem por objetivo, entre outros, auxiliar no custeio de atividades de pesquisa.

Obviamente o financiamento de uma pesquisa por esta fontes deve abranger todos os custos, especialmente o fornecimento do medicamento alvo da pesquisa.

O que so estudos clnicos?
So chamados os estudos que avaliam um novo tratamento. As pesquisas que envolvem a avaliao de um novo medicamento, necessitam passar por vrias fases de teste. Existem trs tipos de fases de testes nos estudos clnicos. Na primeira fase, chamada de estudo clnico de fase I, ser avaliada qual dever ser a melhor via de administrao do novo medicamento (oral, venosa, intramuscular, etc), qual a dose segura a ser utilizada e qual sero os seus efeitos colaterais.

No estudo clnico de fase II avalia-se como funciona este novo medicamento, isto qual a sua resposta ao tratamento. Estudos de fase II focam normalmente em um tipo especfico de cncer.

No estudo clnico de fase III comparado o resultado do uso do novo medicamento (combinado com outro medicamento ou isolado) com o resultado do tratamento considerado padro. nesta fase que se avalia cura e sobrevida. Os pacientes selecionados a participar deste tipo de estudo sero escolhidos aleatoriamente. Esta seleo de pacientes poder por exemplo, ocorrer por sorteio, isto , o paciente pode receber o tratamento padro ou o tratamento novo. Este tipo de estudo envolve um grande nmero de pacientes e deve ser conduzido por muitos doutores, hospitais e centros de cncer..

Todos estes passos esto includos no conceito do que chamamos de Metodologia Cientfica

O que o doente deve perguntar ao mdico pesquisador?
Qual o objetivo do estudo?
Por que o pesquisador pensa que esta pesquisa pode ser eficaz?
Quem o pesquisador responsvel?
Quem fez a reviso e aprovou este estudo?
Como os resultados e a segurana deste estudo sero verificados?
Quanto tempo ir durar este estudo?
Quais sero as minhas responsabilidades se eu participar deste estudo?
Quais so os possveis riscos e benefcios?
Quais so os meus possveis benefcios de curto prazo?
Quais so os meus possveis benefcios de longo prazo?
Quais so os meus riscos de curto prazo, como os efeitos colaterais?
Quais so os meus possveis riscos de longo prazo?
Quais so as outras opes que pessoas com o meu risco de cncer ou tipo de cncer tem?
Como os possveis riscos e benefcios deste estudo podem ser comparados com as estas opes?
Quais os tipos de tratamentos, procedimentos e ou exames eu terei que fazer durante este estudo?
Podero estes tratamentos, procedimentos e ou exames causar algum risco, prejuzo, desconforto ou dano a minha pessoa?
Como os exames deste estudo podero ser comparados aos exames que eu faria se no estivesse neste estudo?
Eu estarei apto a tomar as medicaes que eu uso normalmente, enquanto eu estiver neste estudo?
A minha vida do dia a dia poder ser afetada por este estudo?
Eu poderei contar para outras pessoas que eu estou participando deste estudo?
Em algum momento deste estudo eu terei que pagar alguma coisa, como por exemplo exames ou o medicamento do referido estudo?
Eu poderei optar por sair do estudo?

Fonte: INCA / American Cancer Society. Cancer Facts & Figures - 1998 e Instituto Nacional de Cncer - 2004

Leia tambm o Atlas do Cncer, editado pela American Cancer Soiety, cuja verso em portugus foi revisada pelo Hospital de Cncer de Barretos, ambas instituies parceiras do Hospital Dr. Hlio Angotti.




Para saber mais:
Tipos de Câncer
Tratamentos do Câncer
Prevenção e Detecção
Direitos dos Portadores
Estatísticas



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